Por que o Thetahealing® mudou a minha vida?
- Nathy Gomes
- 29 de abr. de 2021
- 8 min de leitura
Atualizado: 4 de mai. de 2021
Porque foi através dele que eu, definitivamente, virei uma chave dentro de mim. Depois vieram outras ferramentas, técnicas e novas consciências, mas isso fica pra um outro momento.

Me lembro exatamente do primeiro contato que eu tive com o Theta (como o chamamos carinhosamente).
A Tati, minha amiga de anos, estava sentada na porta de casa e na época eu ainda morava com a Yara, minha ex-namorada, mas já estava de mudança programada para o meu novo apartamento, que era mais próximo a empresa que eu tinha recém começado. Ou seja, épocas de muitas mudanças!
Tati disse:
- Amiga, fiz uma sessão de terapia com um nome estranho, theta alguma coisa...
E eu curiosa, porque sempre trocávamos as nossas experiências com técnicas de terapia holística, quis saber mais:
- Legal, mas e aí? Como funciona?
- Ah, não sei explicar direito...
E realmente ela não soube, porque fiquei sem entender nada e nem me lembro o que ela disse, porém, o relato dela me causou interesse.
Guardei a informação e o questionamento, "o que é Thetaheling?", também ficou arquivado.
Tempos depois, já no novo apartamento, acordei cedo com a Yara para irmos trabalhar. Eu deixaria ela no trabalho dela e seguiria para o meu.
Aquele dia eu acordei meio estranha. Estava com um pouco de dificuldade de me adaptar ao trabalho novo. Eu tinha saído da empresa anterior com um forte desejo de ter novas experiências que me motivassem, que fizessem SENTIDO pra mim.
Sabe, aquele desejo de ter propósito de vida? De sentir-se realmente útil? Eu queria isso. Eu não sei você, mas chega a ser difícil de explicar com palavras o que eu quero dizer, sabe como é?
Comecei a dirigir, ouvindo as notícias da CBN como sempre fazia, trânsito local... mas de repente comecei a sentir vontade de chorar. O barulho dos carros e motos começou a me assustar e de repente veio o choro, compulsivo e desesperado. O meu coração estava nitidamente acelerado e tudo a minha volta meio longe, turvo... comecei a respirar ofegante e a Yara preocupada, sem entender nada, dizia: "volta pra casa!", mas eu não podia! eu tinha a responsabilidade de levá-la ao trabalho (e já estávamos atrasadas por causa do trânsito) e além disso, eu tinha acabado de entrar nessa empresa, estava em período de experiência (uma péssima experiência, por sinal e isso precisa ser contado em algum momento), tinha um apartamento pra pagar, meu carro, minhas contas, enfim... precisava do emprego que pagava as minhas contas.
Na real, eu estava me sentindo muito sobrecarregada e com medo de não dar conta dessas mudanças todas na minha vida.

Respirei fundo e fui me controlando até chegar ao trabalho. Entrei no setor, deixei os pães doce que tinha levado para o pessoal tomar café e sentei na minha mesa. Tudo começou a rodar, a vontade de chorar ainda era GIGANTE mas eu precisava engolir. Parecia que eu estava me tremendo por dentro.
Ouvi alguém dizer em tom de zoeira: "Tá tudo bem? você tá mais branca do que o normal".
Mesmo a pessoa estando ao meu lado, a voz estava muito distante. Tinha alguma coisa bem errada comigo. Levantei e fui ao banheiro. Chorei. Desesperadamente.
A imagem mental que eu tinha era a minha cama e eu deitada em posição fetal. Eu queria ir embora dali. Desesperadamente eu queria. Mas como? O que eu faria? Resolvi ir embora. Mandei mensagem para a minha supervisora de dentro do banheiro mesmo. Contei que eu não estava me sentindo bem e que não conseguia parar de chorar. Um minuto depois a gerente entra no banheiro e pede para conversar comigo fora dali.
Tivemos uma boa conversa, ela pareceu entender que o que eu estava passando era emocional e não tinha um motivo aparente. Mesmo ela entendendo que não era caso de médico, para me ausentar eu precisava de um atestado ou seria descontado o meu dia. Eram as regras.
E assim sendo, ela acionou o protocolo e eu fui ao pronto socorro acompanhada de um colega da empresa dirigindo o carro da empresa.
Seguia chorando sem parar. Na sala espera do hospital conversei pelo whatsapp com duas amigas psicólogas mas que também trabalhavam com técnicas holística e recebi a orientação que me intrigou: Respira.
Gente, a sensação é de desespero e eu acho que vou morrer... como assim você só me diz para RESPIRAR???
Fiquei meio puta, mas resolvi seguir o conselho.
Fiquei pensando, o que será que vai sair no diagnóstico desses exames, já que eu não estou doente?
Fiz um eletrocardiograma e tomei um calmante. Quando entrei na sala da médica já estava feliz, calma e sorrindo tranquilamente... apenas com um leve peso na cabeça do tanto que eu chorei.
A médica disse que meus exames estavam ótimos e que não havia alteração no meu coração. Discordei. Falei pra ela:
- Doutora, eu aceito o fato de estar bem, mas veja aqui... o meu coração está acelerado. Eu estou vendo ele daqui, olha só - apontando para o meu peito - está acelerado.
Ela sorriu e disse:
- Essa sensação está relacionada a uma crise de ansiedade. Você provavelmente teve uma associada ao pânico. Conversamos um pouco e ela me encaminhou ao psiquiatra para iniciar um tratamento com os remédios, já que claramente eu tinha ficado ótima tomando apenas algumas gotinhas.
Recebi o atestado daquele dia e finalmente eu iria pra casa, deitar em posição fetal na minha cama.

Naquele momento já se passavam várias coisas na minha cabeça, do tipo: "Alá.. já vai você inventar doenças para não ir trabalhar, né? Onde já se viu! Acabou de entrar na empresa e já pega atestado. Vai voltar a ser a Nathália irresponsável de novo?"
Pausa para explicar essa conversa mental.
Eu já fui uma jovem bem "doente" quando trabalhei em uma empresa de 2009 a 2013. Estava sempre com algum problema de saúde e vivia uma relação de amor e ódio com a empresa e os sócios dela. Eu era motivo de chacota e questionamentos por conta da quantidade de atestados que eu levava. E obviamente me sentia péssima porque eu sabia que não era preguiçosa ou algo do tipo.
Cheguei a trabalhar com pneumonia por uma semana, sem saber. A febre vinha, eu tomava remédio, passava e assim foi por dias até que eu resolvi ir ao médico e soube que era pneumonia.
Então, essa época ficou bem marcada na minha memória e eu não queria viver isso de novo. Ao mesmo tempo que eu gostava do que eu fazia, gostava do produto que a empresa oferecia, gostava dos meus colegas de trabalho (a maioria deles, rs) o ambiente não era legal e eu não sabia o que fazer. As pessoas de lá reclamavam muito e eu acabava entrando na mesma vibe, sem me questionar se as reclamações tinham fundamento. Eu pegava o ranço pra mim, como se fosse meu.
O ambiente de uma empresa é essencial para a saúde mental, emocional e, consequentemente, a produtividade e desempenho da equipe.
Hoje em dia existem empresas realmente preocupadas com a saúde emocional das pessoas mas até então, eu não conhecia outro motivo que me permitisse ausentar-me do trabalho, a não ser uma doença física que impossibilitasse a execução das funções ou contaminasse a galera.
A depressão gera afastamento do trabalho (e muito), mas eu não tinha recebido esse diagnóstico ainda e antes mesmo de chegar ao ponto de receber um diagnostico desses, a pessoa já dá sinais de que não está bem.

Em 2019 saiu uma pesquisa da do IBGE onde dizia que 16,3 pessoas maiores de 18 anos sofrem com depressão. Em 2018 a OMS destacou o Brasil como o país mais deprimido da América Latina.
Agora veja só, eu não faço parte dessa estatística porque não fui ao psiquiatra, como a médica do PS me indicou. E assim como eu, milhares de jovens e adultos também não recebem esse diagnóstico o significa que o numero de pessoas que precisam de ajuda é bem maior do que dizem as pesquisas.
Eu não fui ao psiquiatra porque EU optei por tratamentos alternativos com terapia holística e meditação. EU (e isso não é um aconselhamento) não quis tomar remédio.
Eu queria entender o motivo da minha dor e eu sabia que existia maneiras alternativas pra isso, mas eu sei que existem pessoas com casos mais graves em que a medicação se faz necessária, então, se você não está conseguindo sozinho, peça ajuda urgente!
No dia seguinte voltei ao trabalho me sentindo um pouco melhor e decidida a cuidar de mim. Mandei mensagem para a terapeuta indicada pela Tati e marquei uma sessão de Thetahealing online para o dia seguinte.
Vale lembrar que eu não fazia ideia do que era o Thetahealing e nem de como funcionava, mas eu contei o episódio da crise para a terapeuta e ela disse que já tinha atendido casos semelhantes e as pessoas tiveram bons resultados.
Eu não sei explicar, apenas senti confiança nela e dentro de mim eu sabia que ia me ajudar de alguma forma.

No dia da sessão fui para o quarto com o computador, coloquei fones de ouvido, sentei na cama e começamos. Ela conversou um pouco comigo, pediu para eu contar o que eu estava sentindo e me explicou que eu precisava relaxar e fechar os olhos, enquanto ela falava e fazia algumas perguntas. Terminamos a sessão e eu estava bem.
Não aconteceu nada de extraordinário mas eu nunca mais tive aquela crise. A partir daquela sessão eu comecei a ter insights de caminhos e ações que eu queria tomar para melhorar a minha vida. Comecei a olhar mais pra mim.
Por isso eu digo, o Thetahealing me ensinou o que é olhar pra dentro. Ele me deu a chance de me reconectar comigo.
Depois dessa sessão eu intensifiquei a busca por autoconhecimento. Fiz um curso de Reiki, passei a estudar sobre espiritualidade sem rótulos (sem estar ligada a uma religião), participei de um evento de meditação, mesmo sem nunca ter meditado na vida e sem acreditar que seria possível uma pessoa tão agitada como eu conseguir meditar e finalmente fiz o meu primeiro curso de Thetahealing.
Poderia ter sido outra técnica? Poderia... talvez.
Mas não foi. Foi essa.

Depois vieram outras técnicas e outras experiências importantes... mas eu conto em outro texto. ;)
Eu vejo algumas pessoas dizendo: "Thetahealing não funciona! Fui enganada! etc..." pessoas que eu conheci, que até fizeram curso comigo, me atenderam com a técnica e foi incrível. Não posso falar por elas e nem sei o que se passa na mente e no coração delas.
Mas eu posso te afirmar, com toda a certeza, que existem muito mais pessoas transformadas do que o contrário. Tem um elemento fundamental em todo e qualquer processo terapêutico que é a disponibilidade. Você tem livre arbítrio. Precisa querer de verdade, sabe? e não da boca pra fora.
Quanto mais você souber de você, melhor será a sua caminhada aqui na Terra. Melhor serão as suas relações com as outras pessoas e com o próprio planeta.
Como saber se o Thetahealing é pra mim?
Todos nós temos um GPS interno que nos dá algumas dicas de qual caminho seguir. Essa voz é bem sutil, normalmente você precisa estar bem atento em você mesma pra ouvi-la. Essa voz é chamada de intuição, mas além dela, existem algumas outras vozes que falam mais alto e grande parte das vezes é a voz do medo e é por isso que ficamos tão confusas em situações delicadas.
Respira fundo (a dica de ouro no momento da crise! hahaha) e fala pro medo (ou o que quer que seja) que está tudo bem.
Se a sua intuição te trouxe até aqui, se você leu essa história até o final, considere um chamado.
Experimenta. Faça como eu fiz: me manda uma mensagem, conta um pouco do que você está passando e me deixa retribuir o apoio que eu recebi daquela terapeuta no momento em que eu mais precisei de ajuda.



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